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ARTIGO: NOVAS TERAPIAS ORAIS PARA TRATAMENTO DA
DISFUNÇÃO ERÉCTIL |
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Dr. Fernando N. Fácio Júnior
Urologista
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O homem sempre desejou poder dominar a capacidade de ter e manter a ereção
peniana, bem como melhorar seu desempenho sexual. Sempre houve uma procura por
"poções", plantas, chás, medicações que possuíssem a capacidade
de rejuvenescer e induzir ou melhorar a ereção e, conseqüentemente, tornar o
homem mais viril.
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Estatísticas mundiais indicam que aproximadamente 50% dos homens
entre 40 e 70 anos apresentam algum grau de disfunção eréctil. No entanto, ainda
uma porcentagem pequena procura atendimento e orientação médica especializada.
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Desde a introdução em 1998, do citrato de sildenafil (Viagra), como uma droga capaz de facilitar o fenômeno da
ereção peniana, quando tomado por via oral e começava ai uma verdadeira
revolução que modificou radicalmente o tratamento da disfunção eréctil.
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De maneira oposta ao que acontecia há décadas, o diagnóstico e as
causas de disfunção eréctil ficam mais simples de serem identificadas e
assim já é possível preveni-las, uma vez que temos como detectar os
fatores de risco em pacientes que ainda não apresentaram problemas e
modificá-los, existe, por exemplo, condições que desempenham um papel
importante nas principais causas de disfunção, tais como: doenças
coronarianas, hipertensão arterial, aterosclerose, o diabetes, o
sedentarismo, a obesidade e o tabagismo; outros fatores que podem
precipitar a disfunção é o uso de medicamentos anti-hipertensivos, diuréticos
e drogas que atuem no sistema nervoso central (anti-depressivos, ansiolíticos,
soníferos).
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Há diversas opções terapêuticas para o tratamento, além dos medicamentos que atuam via oral, também temos como
opção injeções intracavernosas (prostaflandinas, fentolaminas, papaverina), implante
peniano (próteses) e o supositório intrauretral (Muse). Não podemos deixar
de enfatizar a importância dos profissionais da área de saúde mental (psiquiatra,
sexólogos, psicólogos) para melhoria nas condições de tratamento da disfunção
eréctil, pois este é um problema de saúde pública, por que afeta o bem estar
e a qualidade de vida do casal.
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Pacientes com problemas na ereção podem contar com novos remédios.
Chegou ao mercado brasileiro no início de outubro o Uprima, novo tratamento
para disfunção eréctil, já comercializada na Europa, em países tais como Inglaterra,
e Holanda, no Brasil já autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
O novo remédio é produzido a partir da apomorfina, substância
sintetizada em laboratório.
A ação erectogênica se dá por mecanismo central (Sistema Nervoso Central), tratando-se de uma droga indutora da
ereção.
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O Uprima chegou ao Brasil em forma de comprimidos de 2mg e 3 mg para uso sublingual, isto é, deve ser colocado embaixo da língua.
A apomorfina provoca ereções em aproximadamente 20 minutos.
A forma de ação inicia-se
nas células cerebrais, sendo as informações transmitidas através dos nervos da
medula até o pênis, onde provoca dilatação das artérias, promovendo bom
fluxo sanguíneo para os tecidos do pênis, facilitando e, levando assim, à
ereção.
O Uprima só poderá ser adquirido com receita médica, que será retida pelo
farmacêutico.
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A outra droga que estará no mercado brasileiro no próximo ano será o protótipo denominado por IC351. Trata-se de um potente inibidor de
fosfodiesterase tipo 5 com grande seletividade, o que torna esta medicacão
eficaz e diminui os efeitos colaterais comparados ao citrato de sildenafil (Viagra).
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O Hospital de Base, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, foi escolhido
para participar de três estudos multicêntricos internacionais para avaliar a
eficácia do Uprima e o estudo de IC351. Sob a responsabilidade do investigador
principal, professor Fernando Nestor Facio Jr., urologista responsável do ambulatório
de disfunção eréctil do Hospital de Base, selecionou-se pacientes com problemas
de ereção que foram acompanhados neste serviço e receberam as novas terapias
para tratamento da disfunção eréctil, mostrando resultados animadores. Segundo
o urologista Fernando Nestor, está ainda longe da terapia definitiva para tratamento
da disfunção eréctil, aquela que resolvesse o problema definitivamente; entretanto,
já temos drogas efetivas, que atuam quando o paciente deseja ter uma relação
sexual com qualidade e com segurança.
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