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Dr. César Augusto Bortoluzzo

urologista
andrologista 

especialista em reprodução humana

 

   O homem não tem menstruação, não engravida, não amamenta. Mas o homem também nasce, cresce e, um dia, morre.

   No tempo de sua vida, nosso corpo passa por grandes transformações e está sujeito a ter deficiências e problemas, tanto aqueles que nos vem do berço como os que a vida e os anos nos trazem.

   O homem vai vivendo os seus problemas de saúde e, de fato, cuida muito pouco dela. Bem pequeno, pode ter seu corpo moldado incompletamente pela natureza: fimose, testículos nascidos fora do escroto, hérnias, canal da urina saindo fora do lugar certo.

   Quando cresce um pouco, e os primeiros sinais do machinho começam a aparecer, trazem junto as angústias do tamanho do pênis, sempre em comparação desvantajosa com os dos amigos e primos. Tomar banho na frente dos outros nem pensar ( “será que um dia o meu também vai ser daquele tamanho?”). 

   Os pelos pubianos, a ejaculação e o pênis adulto podem demorar um pouco mais a chegar para alguns, ou até mesmo não aparecerem completamente devido a falhas dos hormônios.

   Também nessa fase é possível ver se o escroto está maior de um lado que do outro ou, se é maior que o dos amigos (sempre a comparação!). Poucos conhecem a existência da chamada varicocele e os problemas que pode causar futuramente ao jovem quando quiser ser pai.

   Já adulto, em plena atividade sexual, enfrenta as inflamações e irritações da pele dos genitais, as doenças transmitidas pelo sexo e mal tratadas pelo preconceito. A temida ejaculação precoce, que é tão freqüente entre os jovens iniciados no sexo, e cria problemas psíquicos para o resto da vida.

   Quando tudo parece ir bem, companheira ao lado, vida profissional em ascensão, chega a hora de ter os filhos e, nessa hora, podem aparecer ainda outros problemas com a fertilidade. Antigamente não se pensava nisso porque ter filhos era problema das mulheres. 

Agora, sabemos que quase metade dos problemas 
de infertilidade são do homem.

   Depois dos quarenta, novas preocupações: o pênis fabuloso já não é mais o mesmo, nega fogo quando se precisa dele, não se pode confiar mais cegamente nesse “indivíduo”. E ainda a tão falada próstata, que já começam a atormentar em todo lugar para que seja tocada (ai meu Deus!), examinada, ultrassonografada, biopsiada, medicada, operada...
São infecções ou prostatites, crescimentos benignos (sem câncer), que fazem a bexiga sofrer e a urina ficar fraquinha até pingar. 

   Muitos velhinhos não se agüentam e perdem na roupa mesmo, antes de chegar ao banheiro aonde vão a toda hora, de dia e de noite.

   E o câncer! Monstruosidade que destrói o homem por dentro, que lhe tira a alegria e até a vida. Operações para desobstruir o canal, cirurgia radical e suas conseqüências. 

   Tudo assusta, petrifica. Se eu procurar, será que vou achar...? Não é melhor deixar como está? Não sinto nada...As mulheres, depois de mocinhas, acostumaram-se ao ginecologista, a quem confiam o zelo pela sua saúde. Nós, os machos, não queremos ficar doentes, então, por que procurar “pelo em ovo”?

   É chegada uma nova hora! Não podemos ficar atrás, afinal elas estão fazendo tudo o que sempre fizemos, e com muita competência. Não será inteligente imitarmos o que as mulheres fazem bem feito e cuidarmos também da saúde? Será que fugir dos problemas melhora alguma coisa ou traz alguma solução?

   O especialista na saúde do homem, o médico andrologista, já é reconhecido pela sua atuação. Logo se oficializará essa função, que tem sido desempenhada pelos urologistas, que também tratam problemas das mulheres.

   Na prática, o andrologista (ou urologista) está aí apto a cuidar de tudo isso, para evitar que pequenos probleminhas se transformem em problemões, para poupar aos homens sofrimentos desnecessários. O andrologista cuida de você que é homem e responsável, e de seus filhos também. É só procurar.


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