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Quem
foi Hahnemann?
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Cristiano Frederico Samuel
Hahnemann, nasceu em Meissen, Saxônia, em 10 de abril de 1755, e faleceu
em Paris, em 2 de julho de 1843. De origem humilde, estudou medicina em
Leipzig. Após vários anos de clínica, constatando a impossibilidade de
minimizar os males daqueles que o procuravam, desistiu de praticar a
medicina, dedicando-se a tradução de livros. Ao traduzir a Matéria
Médica de Cullen, um renomado médico inglês, ficou admirado com a
sintomatologia produzida pela substancia China do Peru quando tomada em
quantidades excessivas (intoxicação). O que o impressionou foi o fato de
que estes sintomas correspondiam àqueles produzidos pela malária, doença
a qual a china é indicada para seu tratamento até os dias de hoje. A
partir daí imaginou a possibilidade de outras substâncias terem as
mesmas propriedades, ou seja: PRODUZIREM SINTOMAS E ESTES CURAREM
SINTOMAS PARECIDOS DAS DOENÇAS NATURAIS. Isto foi descrito mais tarde
como LEI DOS SEMELHANTES.
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Qual
foi o procedimento de Hahnemann na época?
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Graças a esta constatação,
iniciou muitos anos antes de Claude Bernard (considerado o pai da
medicina experimental), um protocolo de experimentação com as mais
variadas substâncias, sendo que os resultados e o método empregado são
reproduzíveis até hoje.
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Como
eram feitas as pesquisas?
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Hahnemann começou consigo
mesmo e estendeu a experimentação para seus familiares, amigos e
discípulos. Chamou a técnica de Patogenesia, ou seja, protocolou um
grupo de pessoas que ingeria diariamente uma quantidade pré estipulada
de determinada substância, sendo anotados todos os sintomas que sentia
durante e após o início da experimentação. Os sintomas foram e são
catalogados em três modalidades: Mentais, Gerais e Locais. A escolha de
Hahnemann recaía sobre as pessoas mais saudáveis possível - pois se
assim não o fosse, os sintomas do experimentador poderiam se misturar
com os sintomas do medicamento. A isto denominou - Experimentação no
homem são.
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Como
é a Lei dos Semelhantes?
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Toda substância que, ao ser
experimentada no homem são, é capaz de produzir sintomas, também é capaz
de curar sintomas semelhantes no indivíduo doente.
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Por
que dizem que o medicamento homeopático é só água, não tendo nada
dentro?
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Quando Hahnemann iniciou a
experimentação, percebeu que certas substâncias não poderiam ser usadas
em grandes quantidades, passando assim, a diluí-las sempre na escala de
1 para 100, criando um método reproduzível. A cada diluição chamou de
Centesimal, mais tarde, para diferenciá-la de outras escalas
denominou-se de Centesimal Hahnemanniana - CH. Para usá-las como
medicamento procedia da mesma forma. Contudo, percebeu que, mesmo
diluídas, apresentavam agravações (aumento inicial da intensidade dos
sintomas) quando prescritas aos pacientes. Passou, então, a diluir cada
vez mais, agitando o medicamento (sucussões), obtendo, desta forma,
melhores resultados.
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Mas
não chega uma hora que, diluindo-se tanto, acaba a substância original?
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Sim, daí a necessidade das
sucussões, ou seja, agitar o frasco também 100 vezes a cada vez que se
dilui. O efeito medicamentoso em homeopatia não é bioquímico, mas
energético. A substância ao ser diluída e agitada, libera na água uma
informação que ao ser pingada sob a língua, a transfere para o paciente.
A informação ali contida estimula os mecanismos naturais de cura do
indivíduo (vix medicatrix naturae), levando-o da doença para a saúde,
através de suas próprias condições intrínsecas. Estudos vêm sendo
realizados com as chamadas soluções não moleculares visando provar o
efeito biológico, não só da homeopatia, mas de outros produtos que atuam
da mesma forma: in vivo e não in vitro.
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Aparentemente
a homeopatia é, em relação à medicina como um todo, muito recente?
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A afirmativa de que se pode
curar as doenças através dos semelhantes é muito antiga. Hipócrates
escreveu que existem duas formas de curar: SIMILIA SIMILIA CURANTUR e
CONTRARIA CONTRARIUS CURANTUR. Coube à genialidade de Hahnemann
sistematizar e operacionalizar a homeopatia.
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Porque
a consulta homeopática é diferente da alopática?
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A consulta homeopática se
caracteriza por abordar uma série de sintomas e perguntas mais
abrangentes do que a consulta de um médico ortodoxo. Além de fazermos os
diagnósticos médicos usuais realizamos uma série de outros diagnósticos
homeopáticos, inclusive, o medicamentoso, utilizando o procedimento
médico Repertorização e recorrendo para tanto, à ajuda de diversos
livros e computadores.
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Qual
a importância da doença?
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Como para qualquer outro
médico a avaliação clínica do paciente é imprescindível para o
prognóstico, contudo diferentemente do médico ortodoxo, para o homeopata
cada ser humano faz a sua doença particular, com sintomas específicos e
ficar doente é um ato muito especial. Uma pneumonia, além de representar
uma inflamação dos pulmões, é conseqüência da forma de viver e sofrer de
cada um e é isto que dá o tom individual do ser humano entre todos na
humanidade. Tal qual a nossa impressão digital, a forma de adoecer
também é única. Cabe então ao homeopata, através de técnicas bem
estabelecidas, chegar ao diagnóstico do doente e não da doença
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A
consulta homeopática é mais longa?
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Cada ser humano tem o seu
“timing” ou seja, algumas vezes chegamos a um diagnóstico rapidamente,
entretanto em outras oportunidades, apesar de aplicarmos corretamente
todas as técnicas, levamos mais tempo que o esperado. O tempo necessário
para a realização da consulta médica homeopática dependerá basicamente
da qualidade das informações fornecidas pelo paciente, a experiência do
médico e os recursos disponíveis para sua realização (livros,
computadores, etc). Normalmente a cada regresso do paciente, o médico
avalia os sintomas pelos quais foi prescrito o medicamento, fazendo,
assim, o que chamamos de uma Nova Avaliação, o que é absolutamente
diferente de um simples retorno, pois implica na retomada de todo o
caso. Avaliações mais freqüentes para verificar como está evoluindo um
determinado quadro patológico (amigdalite, pneumonia por ex.) chamamos
de Revisões. As Novas Avaliações e Revisões são solicitadas pelo médico
com a finalidade de dar seguimento ao tratamento homeopático, sendo
imprescindíveis para o seu sucesso.
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Existem
médicos que prescrevem várias doses de um mesmo medicamento e outros
somente doses únicas. Qual a diferença?
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Graças a esta constatação,
iniciou muitos anos antes de Claude Bernard (considerado o pai da
medicina experimental), um protocolo de experimentação com as mais
variadas substâncias, sendo que os resultados e o método empregado são
reproduzíveis até hoje.
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Qual
a forma de prescrever é mais eficiente?
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Ambas são eficientes. Nas
doses repetidas os estímulos são mais freqüentes. O uso de doses únicas
ou repetidas, dependerá da experiência clínica do médico e da
necessidade do paciente.
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De
acordo com o senso comum, a homeopatia não trata doenças classificadas
como agudas, isto é verdade?
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Não. Normalmente a doença
aguda é uma forma do organismo procurar o seu equilíbrio, necessitando
entrar em crise para que este equilíbrio seja alcançado. O que fazemos é
aumentar a capacidade do organismo reagir e uma doença que duraria
muitos dias, com o estímulo do medicamento diminui o seu tempo total de
duração. Os sintomas, no entanto, fazem o ciclo normal - a diferença é o
tempo de recuperação que é menor.
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Então
a doença aguda ou crônica tem um objetivo?
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Sim, o objetivo de manter o
indivíduo no equilíbrio possível, o que nem sempre pode ser o ideal, mas
é o que o indivíduo pode alcançar.
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Do
que depende este equilíbrio possível?
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De vários fatores, passando
desde a herança genética, o meio ambiente, as condições afetivas da
família, até a umidade do local onde vive.
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Como assim?
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De
nada adianta prescrevermos o medicamento melhor indicado para um
paciente se os pais vivem em constante conflito. Os estímulos agressivos
externos para esta criança serão de tal monta que, mesmo bem medicada,
ela desenvolverá uma doença, ainda que mais fraca e mais fácil de se
controlar.
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E
quais serão estes sintomas?
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Isto dependerá do que chamamos de locais de menor resistência (loci de
minor resistance). Cada um de nós tem no seu organismo órgãos ou funções
que apresentam pequenas alterações que só aparecerão uma vez que seja
submetido a grande stress. Isto é o que acontece com as doenças;
normalmente, elas ocorrem naqueles órgãos que, mais debilitados, se
transformam nos órgãos de choque quando alguma coisa está errada.
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É possível mudar estes órgãos de choque?
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Isto
é o que a homeopatia se propõe: dar condições para que o organismo mude
o seu órgão de choque, de um mais interno para um mais externo, como,
por exemplo, a pele. Todo paciente atópico (uma doença alérgica) sabe
que, quando tem eczema, melhora muito da asma e vice - versa. Ao passar
pomadas na pele para o eczema sumir, a asma volta com intensidade às
vezes maior que da última vez. Tal procedimento, fazer sumir um sintoma
sem a cura do paciente, chamamos de SUPRESSÃO.
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Mas
na maioria das vezes a medicina ortodoxa faz isto, dá medicamentos para
que os sintomas sumam. O que ocorre então?
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É
exatamente isto que acontece. Momentaneamente o paciente se vê livre dos
sintomas que o perturbam, mas como o distúrbio não foi resolvido, ele
somente mudou para outro local de menor resistência. Depois de algum
tempo, voltará sob outra forma, muitas vezes mais grave, porque o
organismo estará mais debilitado e será mais difícil de se auto-curar.
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Quanto tempo
leva para que esta alteração ocorra?
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Dependerá
da capacidade de reação do indivíduo, quanto mais rápido aparecerem os
novos sintomas, melhor capacitado ele estará; quanto mais tempo levar,
menos capacitado e mais suscetível a cronificação do processo.
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E
as doenças infecciosas e epidemias?
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O mecanismo é o mesmo, porque nem todos
que entram em contato com bactérias ou vírus patogênicos desenvolvem a
doença em sua totalidade. Muitos nem sequer apresentam a sintomatologia,
tornando-se portadores daquele determinado germe, desenvolvendo-a
somente numa situação de baixa da imunidade. No caso específico das
epidemias, a patogenicidade do germe envolvido é extremamente alta em
relação à resistência da população, o que faz com que grande parte dos
contactantes desenvolvam a doença.
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E
existe tratamento homeopático para as epidemias?
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Sim,
é o que chamamos de gênio epidêmico. Cataloga-se a maioria dos sintomas
que ocorrem na população e a partir do quadro sintomatológico coletivo
diagnostica-se um medicamento. Neste caso, não se individualiza o
doente, mas a doença epidêmica. Cerca de 80 a 90 por cento dos casos
serão beneficiados através deste procedimento, nos restantes, a
individualização de cada doente será necessária.
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O que é uma supressão?
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É todo e qualquer procedimento que impeça
o organismo de expressar os seus sintomas, impossibilitando-o de chegar
ao seu equilíbrio possível.
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O que ocorre então depois de uma
supressão?
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A primeira reação é a recidiva da doença,
ou seja, o organismo tenta manter o mesmo locus de menor resistência
(amigdalites de repetição p. ex), caso não consiga, devido às freqüentes
medicações, ocorre o que chamamos de metástase mórbida
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O que é uma metástase mórbida?
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É
a mudança dos sintomas de um locus de menor resistência de menor
nocividade para um mais nocivo, mais interno, e algumas vezes de muito
difícil tratamento.
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Assim, quando optamos pelo tratamento
homeopático, nunca mais poderemos usar medicamentos alopáticos?
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Não, alopatia é tecnicamente capacitada a
resolver situações onde o organismo intrinsecamente é incapaz de reagir.
Podem ocorrer circunstâncias onde o estímulo nocivo externo seja de tal
monta que, apesar de bem medicado, o paciente não responde
adequadamente. Neste momento, o médico homeopata é antes de tudo médico
e deve avaliar adequadamente a situação e, se necessário, optar por
outra forma terapêutica, medicando ou encaminhando o paciente para um
colega mais indicado ao caso.
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Existe alguma situação na qual é
impossível tratar-se com homeopatia?
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Sim, quando apesar de doente o paciente
não apresenta sintomas homeopáticos (sintomas utilizados pelo médico
homeopata para diagnosticar o medicamento).
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O que fazer então?
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O pensamento atual entre os médicos mais
esclarecidos – não só os homeopatas – é que as terapias ditas não
ortodoxas, nas quais a homeopatia se encaixa, fazem parte de um grande
arsenal terapêutico a disposição da humanidade. Assim, a opção pelo seu
uso dependerá exclusivamente da avaliação individual do médico com seu
paciente, observando todas as formas de terapia disponíveis.
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O médico homeopata pede exames?
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Como qualquer outro médico, não só pede
exames como a opinião de outros colegas especialistas, a fim de firmar o
diagnóstico clínico mais correto possível.
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Como um
médico se torna homeopata?
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Cursa a faculdade de medicina e, após o
seu término, faz um curso de especialização com três anos de duração.
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Quem pode prescrever medicamentos
homeopáticos?
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Os mesmos profissionais que prescrevem os
medicamentos alopáticos: médicos, dentistas nas suas respectivas áreas
de atuação. Qualquer pessoa leiga ou de outras profissões que prescrever
para seres humanos, estará praticando charlatanismo, exercício ilegal da
medicina e propaganda enganosa, devendo ser denunciada na delegacia mais
próxima, na Vigilância Sanitária, no Procon e no Ministério Público,
pois o uso de medicamentos homeopáticos prescritos de forma inadequada,
ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, pode causar sérios
danos a quem os consome. No caso dos veterinários, sua atuação se
restringe aos animais. Mais recentemente, o uso da homeopatia está se
difundindo para o reino vegetal, cabendo ao agrônomo a capacitação
técnica legal para indicação de produtos homeopáticos para vegetais.
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Então a homeopatia pode ser usada nas
plantas?
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Exatamente. Todo ser vivo é susceptível a
ação terapêutica da homeopatia. O que se torna imprescindível é a
realização do que chamamos de Patogenesia Vegetal, ou seja: oferecer às
plantas uma substância diluída e dinamizada (através da irrigação p.
ex.) e observar quais as reações (sintomas) que estes vegetais irrigados
apresentariam em relação às plantas saudáveis. Uma vez coletados e
compilados os sintomas, criar-se-ia uma Matéria Médica Vegetal da mesma
forma como é feita a Matéria Médica dos seres humanos, que nós médicos
usamos para medicar nossos pacientes. A extrapolação dos sintomas da
Matéria Médica Humana para as plantas é um gravíssimo erro conceitual,
que denota o pouquíssimo conhecimento da homeopatia por quem o comete.
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E quais seriam os benefícios do uso da
homeopatia nos vegetais?
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Muitos,
visto que poderíamos ter a nosso dispor produtos muito mais saudáveis,
sem o uso de agrotóxicos ou substâncias químicas e com substantivo
aumento da produtividade, tal qual ocorre na área veterinária, já
bastante desenvolvida.
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E os complexos homeopáticos?
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São
produtos que tem várias substâncias medicamentosas no seu interior.
Existem escolas homeopáticas que os estudam e muitos médicos os
utilizam.
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Pode-se usar chás e substâncias naturais
juntamente com homeopatia?
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Toda
e qualquer substância que venha a mascarar os sintomas interfere na
avaliação do tratamento homeopático, uma vez que o médico homeopata
trabalha com a linguagem dos sintomas: localização, intensidade,
destino, aparecimento e desaparecimento.
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Isto
é verdadeiro para todas as substâncias?
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Com maior ou menor intensidade, sim. Por
exemplo, em relação aos medicamentos alopáticos - todo médico sabe a
maioria de seus efeitos, como agem e o que esperar deles, sendo o uso em
certas doenças crônicas, tais como insuficiência cardíaca congestiva
etc., uma necessidade. O mais importante é o paciente comunicar sempre
seu médico sobre o uso concomitante de outras substâncias ou produtos
para que a avaliação do paciente não fique prejudicada.
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A medicina homeopática é muito lenta para
tratar as doenças?
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Não, absolutamente. O que ocorre é que
como a homeopatia se preocupa com as causas que levaram o indivíduo ao
desequilíbrio, algumas vezes aumentando aparentemente a intensidade dos
sintomas, com vistas a fortalecer os mecanismos naturais de cura e não
os suprimindo simplesmente, tem-se a falsa impressão de que os
medicamentos homeopáticos são lentos em sua atuação, mas, pelo
contrário, se o paciente encontra-se energeticamente responsivo, a ação
é notada instantaneamente.
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Qual o
procedimento que uma mãe deve tomar ao ver seu filho com febre?
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Diferentemente
do que é divulgado pela mídia patrocinada pelas indústrias
farmacêuticas, a febre não é um sintoma ruim. Sabe-se perfeitamente que
se trata de um mecanismo utilizado pelo organismo para criar condições
adversas aos agentes invasores, propiciando um aumento das defesas,
sendo um aviso importante de que algo está ocorrendo.
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Deve-se tentar diminuir a febre a todo
custo?
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Não,
deve-se observar o paciente febril, quais os sintomas que apareceram
juntamente com o aumento da temperatura e dependendo da gravidade do
processo, entrar em contato com seu médico.
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E a convulsão febril?
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Diferentemente de antigamente, quando todo
caso de convulsão febril era tratado com anticonvulsivantes por muito
tempo, hoje já se sabe de sua benignidade, e raramente utiliza-se
anticonvulsivantes após a crise. A convulsão febril ocorre devido à
velocidade na qual a temperatura sobe e não devido à intensidade do
calor. A priori, não usar antitérmicos quando o paciente está com febre
deve ser a primeira medida, contudo, devido ao stress que este
procedimento causa nos pais que iniciam o tratamento homeopático,
concordamos que os mesmos utilizem-no com parcimônia até estarem
completamente seguros, o que normalmente ocorre com o passar do tempo.
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Quanto às
vacinas, qual a opinião dos homeopatas?
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A
Associação Médica Homeopática Brasileira, entidade representativa dos
médicos homeopatas brasileiros, filiada a Associação Médica Brasileira e
reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, recomenda que todos os
homeopatas sigam o calendário vacinal obrigatório preconizado pelo
Ministério da Saúde.
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Como os pais podem auxiliar o médico
homeopata a diagnosticar o medicamento de seus filhos?
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É fundamental a observação acurada e
constante de seus hábitos e atitudes. É muito importante a observação do
aparecimento, desaparecimento e a intensidade dos sintomas para podermos
realizar uma prescrição bem sucedida.
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Nos casos de urgência, existe pronto
socorro homeopático?
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No sistema capitalista, a instalação de
qualquer unidade de prestação de serviços depende da capacidade de
retorno do investimento realizado. Infelizmente, a saúde no Brasil tem
se tornado um bem privado e, assim, somente grandes centros contam com
prontos socorros homeopáticos. Na saúde pública já contamos com muitos
postos de saúde que atendem homeopatia e alguns com pronto socorro.
Particularmente, procuramos sanar esta falta através da disponibilização
de nosso telefone celular para, na medida do possível, atender nossos
pacientes nos quadros agudos.
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E quanto ao medicamento homeopático, quais
os cuidados que devemos ter?
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Como
já foi explicado, a ação medicamentosa homeopática se baseia na
informação energética. Desta forma, os cuidados com os frascos devem ser
redobrados em relação aos outros produtos não homeopáticos. Campos de
energia, tais como os produzidos por motores elétricos e telefones
celulares podem afetar a qualidade e a validade dos mesmos. O sol e o
calor (porta luvas dos automóveis por exemplo), a cânfora (Vick vapo rub,
Transpulmin etc.), exposição a Raios X, comprovadamente diminuem a
eficácia do medicamento, chegando a anular seus efeitos.
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E para tomar
os medicamentos, quais os cuidados?
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Medicamentos
líquidos: não tocar o conta-gotas na língua para evitar contaminação.
Glóbulos ou tabletes: não tocar com os dedos. Despeja-los primeiramente
na tampa do vidro para depois coloca-los na boca. Tabletes podem ser
tomados com água.
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Do que são feitos os medicamentos
homeopáticos?
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Basicamente provêm dos reinos da natureza.
Exemplo: do reino animal: Apis mellifica (abelha), do vegetal:
Pulsatilla nigricans (uma planta), do mineral: Natrum muriaticum (sal –
cloreto de sódio). A priori qualquer substância pode se transformar em
medicamento homeopático desde que diluída, dinamizada e realizada a
patogenesia. Existem cerca de 3000 medicamentos descritos nas Matérias
Médicas.
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Os
medicamentos líquidos são feitos somente de água? E os glóbulos?
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A
manipulação do medicamento é feita em água destilada. O álcool serve
para conservação das propriedades medicamentosas assim como para
preservação contra fungos e bactérias que podem contaminar a solução
durante as tomadas. A maior ou menor quantidade de álcool irá determinar
o prazo de validade do medicamento. No caso dos glóbulos, feitos de
lactose, a validade é muito maior.
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Existem outras formas farmacêuticas?
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Tabletes, comprimidos, papéis (pequenos
envelopes com lactose em pó), pomadas, cremes, gel, soluções otológicas
e colírios.
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Quais os cuidados para a aquisição de
medicamentos homeopáticos?
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O primeiro e mais importante é em relação
à farmácia. De nada adianta o médico realizar um excelente trabalho se
os medicamentos prescritos não são confiáveis. A certeza de que a
farmácia conta com farmacêuticos especializados em homeopatia nos dá
grande segurança de que se trata de uma farmácia confiável. No Brasil
existe a Associação Brasileira dos Farmacêuticos Homeopatas, que edita o
Manual de Normas Técnicas – em que são apresentados todos os requisitos
necessários para a manipulação e comercialização dos medicamentos
homeopáticos. Maiores informações na ABFH (www.abfh.com.br).
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Além disto, quais outros indicativos de
qualidade?
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A embalagem, que deve ser na cor âmbar,
vir hermeticamente fechada e com a data de validade. Os cuidados com a
higiene (do local e funcionários). A venda ética, sem a interferência
dos balconistas tentando despachar outros produtos que não sejam somente
os prescritos pelo médico, denota a seriedade e honestidade da farmácia
(devemos sempre lembrar que eticamente o médico não vende medicamentos e
farmacêutico não prescreve medicamentos ao cliente).
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Os medicamentos homeopáticos são muito
caros?
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Absolutamente, o que ocorre é que o custo
operacional de uma farmácia de manipulação que segue todas as normas
exigidas pela Vigilância Sanitária, tendo pessoas capacitadas
trabalhando, é muito alto. Diferentemente das multinacionais que
fabricam os medicamentos alopáticos, em que o custo é diluído na
quantidade produzida, a venda dos produtos homeopáticos ainda é muito
reduzida em relação ao universo de pessoas consumidoras de medicamentos,
o que, aparentemente, em alguns casos, eles poderão parecer caros.
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Com que
freqüência deve-se tomar o medicamento?
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Varia
de paciente para paciente, dependendo da gravidade e intensidade dos
sintomas, desde as doses únicas, até várias vezes ao dia. O que se deve
considerar é que o importante não é o horário preciso entre as tomadas,
mas sim a freqüência de uso, visto a atuação ser baseada em estímulos,
quanto mais freqüente, maior a capacitação para reagir à doença.
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E
quanto aos intervalos de tomada?
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Com
certeza esta questão o médico assistente irá explicar adequadamente e
isto dependerá da gravidade da doença.
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Quando
o paciente está dormindo, deve-se acordá-lo para medicá-lo?
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Não,
quando o paciente, que está sendo medicado adequadamente dorme, os
mecanismos naturais que o levarão à cura estão atuando. Deve-se
certificar se é realmente sono natural ou sonolência patológica devido
ao comprometimento do Sistema Nervoso Central. Em caso de dúvida convém
realizar uma avaliação médica.
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A ingestão de alimentos interfere na ação
medicamentosa?
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É
recomendável nos casos crônicos, esperar ao menos 60 minutos antes e
depois das refeições, para fazer uso da medicação. Nos casos agudos,
onde a premência da resposta do organismo é muito mais necessária, e a
freqüência de uso muito maior, deve-se dar o intervalo de 15 minutos
antes e depois das refeições.
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Qual a diferença dos medicamentos líquidos
e em glóbulos?
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Hahnemann
usava os glóbulos para armazenar os medicamentos, quando queria usá-los,
dissolvia-os em água. A diferença é que quando agitamos o frasco do
medicamento - na forma líquida - modificamos o mínimo que seja a
dinamização, em glóbulos ou tabletes tal procedimento é impossível.
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Este é o motivo de agitar o frasco antes
de cada tomada?
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Exatamente, deve-se com uma das mãos pegar
o frasco e fazer movimentos vigorosos contra uma superfície macia, ou a
palma da outra mão.
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Quantas vezes?
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De três a cinco vezes no mínimo.
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Os medicamentos homeopáticos têm efeitos
colaterais?
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Efeitos
colaterais clássicos não. Contudo se utilizados inadequadamente
indicados por pessoas não habilitadas poderão trazer danos irreparáveis.
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Quando o médico manda diluir o medicamento
em água e tomar em colheradas, qual o objetivo?
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É
aumentar um pouco sua dinamização. Este método chama-se Plus-modificado.
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Por que se deve pingar o medicamento
diretamente na boca e sublingual?
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Devido
à facilidade de medicação e pela presença de vasos sanguíneos e
terminações nervosas de fácil acesso sob a língua. No caso de crianças,
pode-se diluir as gotas em um pouco d’água. Não se deve misturar o
medicamento com qualquer outro líquido que não seja água potável.
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Pode-se
repetir a receita ou o vidro do medicamento caso o mesmo acabe antes do
paciente voltar a consultar o médico?
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Apesar
deste procedimento ser usual em alopatia, na homeopatia está totalmente
contra indicado. A repetição do medicamento na mesma dinamização poderá
antidotar o seu efeito anterior causando sérios prejuízos ao tratamento.
Caso o medicamento prescrito for insuficiente, até a nova avaliação
solicitada pelo médico, o ideal é o paciente entrar em contato com o
mesmo para, caso possível, seja prescrita outra dinamização até a vinda
do paciente ao consultório.
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E quando,
apesar do médico ter pedido a Nova Avaliação, ainda tem medicamento
sobrando?
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O
seguimento do tratamento homeopático requer planejamento adequado e as
avaliações médicas seguem uma programação estabelecida, respeitando a
sintomatologia e o quadro individual de cada paciente. Normalmente, o
médico prescreve uma quantidade de medicamento excedente, visando
qualquer tipo de incidente que possa ocorrer entre as avaliações (quadro
agudo, p. ex), assim, uma pequena sobra é normal. Não se deve esperar o
término do medicamento para marcar a nova avaliação.
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Existem
especialidades em homeopatia?
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O
surgimento das especialidades dentro da medicina deve-se ao fato de que
a quantidade de informações específicas de uma determinada área passou a
ser tão grande que somente um indivíduo não poderia abarcá-las
integralmente. Desta forma, subdividiu-se o ser humano em várias partes
e órgãos para que se pudesse dominar melhor o seu conhecimento. Tal
situação, apesar de representar um grande avanço através da pesquisa da
fisiopatologia (estudo dos mecanismos físico-químicos e genéticos das
doenças), e de novas e apuradas técnicas diagnósticas (ultra-som,
tomografia computadorizada, Raio X etc.), esqueceu-se de que o ser
humano é um todo indissociável. A homeopatia, entendendo esta
indissociabilidade, e utilizando-a para medicar o paciente, não
prescinde da opinião dos especialistas (ginecologistas, urologistas,
cardiologistas, oftalmologistas etc.) para a elucidação do diagnóstico
clínico, pois, ao tratá-lo, sempre o leva em conta como um todo. Assim
uma paciente que venha a apresentar uma leucorréia (corrimento vaginal)
deve ser tratada na sua integridade e não medicada especificamente para
o corrimento. Isto se repete com as conjuntivites, as pneumonias, as
piodermites etc.
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Qual a situação da homeopatia no Brasil?
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A
partir de 1980, foi reconhecida como especialidade médica, tanto pelo
Conselho Federal de Medicina como pela Associação Médica Brasileira. A
Associação Médica Homeopática Brasileira (www.amhb.org.br) representa os
médicos homeopatas no Brasil e exterior. Para ser homeopata, o médico
necessita participar de um curso de especialização de duração de 3 anos,
com o mínimo de 1200 horas. Já existem várias faculdades de medicina que
oferecem cursos de homeopatia de 60 horas durante o curso de formação
médica. A Residência Médica em Homeopatia já foi aprovada pela Comissão
de Residência Médica do Ministério da Educação, pela AMB e CFM. Existem
hoje no país mais de 16 mil médicos homeopatas e centenas de boas
farmácias homeopáticas de manipulação. Cerca de oito por cento da
população brasileira se trata com medicamentos homeopáticos – de forma
contínua (+ ou – 12 milhões de pessoas) e uma porcentagem muito maior de
forma esporádica. Nas capitais brasileiras, grande número de pessoas se
tratam pela a homeopatia através do serviço público e seu acesso está
aumentando no interior do país.
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O que significa o fato da homeopatia ser
especialidade médica?
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O
Conselho Federal de Medicina é a autarquia federal criada em 1957 pelo
Estado Brasileiro para determinar quais os procedimentos com risco
sanitário, devem ser considerados atos médicos, visando à saúde e o bem
estar da população brasileira. Ao transformar a homeopatia em
especialidade médica, o Conselho Federal de Medicina constatou, além de
sua eficácia, que a prescrição para seres humanos deve ser restrita a
pessoas capazes acadêmica e tecnicamente de realizar diagnóstico de
doenças, prescrever e indicar tratamentos, inclusive porquê a prescrição
de medicamentos homeopáticos sem o devido diagnóstico médico pré e intra
tratamento pode acarretar danos irreparáveis aos usuários da homeopatia
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Nos casos cirúrgicos, qual é o
procedimento do médico homeopata?
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Existem situações, tais como fraturas,
abdome agudo obstrutivo ou inflamatório (apendicite por ex.) em que
somente a cirurgia resolve. O homeopata encaminhará o paciente para um
cirurgião e, se possível, havendo a concordância do colega, prescreverá
medicamentos homeopáticos visando o pronto restabelecimento do paciente.
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Necessitando do dentista, qual o
procedimento?
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A
boca como parte do organismo, também reflete o que ocorre no todo. As
alterações em seu interior são produto da tentativa do indivíduo chegar
ao seu equilíbrio possível. Assim, medicar a parte sem levar em
consideração a desarmonia global, poderá acarretar a simples supressão
da sintomatologia. É claro que os procedimentos odontológicos devem ser
sempre realizados quando necessários, contudo, o uso concomitante do
medicamento homeopático proporcionará ao indivíduo condições de alcançar
o equilíbrio possível com muito maior rapidez e facilidade.
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Neste
caso, a prescrição é feita pelo médico ou pelo cirurgião dentista?
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A prescrição exclusivamente para um
sintoma (abscesso dentário por ex.) poderá trazer complicações
posteriores para o paciente, assim, somente o médico e o cirurgião
dentista juntos poderão avaliar o melhor procedimento a ser tomado em
relação aos pacientes homeopatizados (que já vêm fazendo uso da
homeopatia).
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Qual o significado das letras FC e LM?
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Trata-se da escala farmacotécnica
empregada para a manipulação do medicamento. FC: fluxo contínuo, onde um
aparelho dilui e dinamiza ao mesmo tempo, LM: a diluição é de 1:50.000,
sendo a dinamização feita manualmente.
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O
que é potência do medicamento?
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É
a capacidade do medicamento de produzir as modificações necessárias que
levam o indivíduo à cura. Depende da dinamização e da susceptibilidade
do paciente.
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A homeopatia trata de alergia?
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Encaramos
a alergia como qualquer outra doença. Sem dúvida, a terapêutica
homeopática auxiliará muito o controle e a remissão das crises, podendo
chegar até ao desaparecimento da sintomatologia.
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Uma vez que se inicia o tratamento
homeopático, deve-se tomar medicamento para o resto da vida?
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No início, até que consigamos chegar ao
equilíbrio esperado, a freqüência do uso é alta. Com o passar do tempo,
com o controle dos sintomas e a melhora clínica do paciente, as tomadas
vão se espaçando cada vez mais e só serão aumentadas caso exista algum
fato que provoque novo desequilíbrio.
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Então
o uso dos medicamentos apesar de pouco freqüente, será por muito tempo?
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Não necessariamente. Em homeopatia, nós
pensamos em evitar que as doenças ocorram. Se existe uma forma de nos
equilibrarmos, dificultando a manifestação de nossos locais de menor
resistência, com algumas visitas durante o ano ao médico homeopata e nos
mantermos por longos períodos saudáveis, sinceramente, seria muito
difícil encontrar um melhor tratamento médico.
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O tratamento homeopático é muito caro?
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Considerando
que vivemos numa economia capitalista globalizada, na qual as Políticas
de Saúde públicas e privadas são coordenadas pelo Banco Mundial e FMI,
tendo a SAÚDE se transformado em um mero bem de consumo avaliado,
quantificado e precificado de acordo com as leis de mercado, impedindo
seu livre acesso a toda população. Neste contexto, podemos dizer que,
felizmente, a homeopatia diferencia-se da ortodoxia médica, e até, da
lógica capitalista, devido a sua extrema capacidade de individualizar o
atendimento do paciente ao tempo em que solidariza de forma consistente
a relação médico x paciente, criando cumplicidade de ambos na
responsabilização pela saúde do indivíduo doente. Uma vez que o paciente
participa ativamente de seu processo de saúde/doença e discute com seu
médico todos os procedimentos a serem realizados, com certeza o custo
final do tratamento, feito de forma não só curativa, mas antes de tudo
preventiva será muito mais compensador, gratificante e barato.
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A homeopatia trata de câncer?
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A maioria dos pacientes que nos procura
com câncer vem desenganada de seus médicos de origem. O que temos feito
com sucesso é proporcionar uma grande melhora no estado geral e
minimizar enormemente o sofrimento destes pacientes terminais. A
associação do tratamento homeopático com outras técnicas terapêuticas
tem proporcionado maior conforto e tempo de vida mais prolongado.
Infelizmente, o prognóstico para os pacientes portadores de câncer em
estágio avançado é muito reservado, independente da técnica terapêutica
empregada.
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E AIDS?
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Trabalhos têm sido realizados nacional e
internacionalmente com técnicas não ortodoxas no tratamento da AIDS. O
que podemos dizer é que uma vez o paciente equilibrado, teoricamente
será mais difícil adquirir a doença (mas não impossível!!!!!) e se uma
vez adquirida, as manifestações clínicas tardarão a aparecer. Os
portadores do vírus, de que temos conhecimento e que estão sob
tratamento homeopático, tem evoluído desta forma. A prevenção ainda é a
nossa melhor arma, independente da terapêutica utilizada.
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Qual o procedimento do paciente
homeopatizado caso sofra um acidente?
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Depende
da gravidade. Como o próprio nome diz, um acidente não se caracteriza
por ser uma doença interna verdadeira, mas um fato que afeta o paciente
do exterior para o interior. Pequenas e médias contusões, que não
necessitem de hospitalização nem de cirurgias, apesar de necessitarem de
cuidados médicos podem ser resolvidas com medicamentos homeopáticos
unicamente. Em situações mais graves, como Traumatismo Crânio Encefálico
e Coma por ex., a utilização das Unidades de Terapia Intensiva é
absolutamente indispensável. Em alguns locais do Brasil existem UTIs que
permitem o acesso do médico homeopata para tratamento conjunto de
pacientes já homeopatizados, desde que pedido pela família.
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O médico homeopata faz internações
hospitalares?
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Infelizmente, são pouquíssimos
os hospitais que permitem internações por parte dos homeopatas. O médico
especialista em homeopatia não só tem condições técnicas de fazê-lo,
assim como o arsenal terapêutico homeopático é vasto o suficiente para
permitir tratamentos homeopáticos intra-hospitalares bem sucedidos.
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O que são medicamentos isoterápicos?
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Iso
significa igual, são produtos que, apesar de produzidos utilizando-se a
farmacotécnica homeopática, têm como matéria-prima as substâncias que
diretamente produzem a doença. São usados, na maioria das vezes, ou para
aumentar a resistência do organismo contra um determinado agente
invasor, ou para dessensibilizá-lo contra produtos que lhe causem algum
dano. Além disso, não passam pelo processo de Patogênesia.
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O que são auto-isoterápicos?
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São medicamentos feitos a partir das
secreções da própria doença do paciente. Por ex.: utilização da secreção
nasal para tratamento de sinusite. Geralmente, são utilizados de forma
coadjuvante ao tratamento homeopático.
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No caso de
pequenos acidentes, pode-se usar produtos anti-sépticos?
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Em homeopatia existem excelentes
anti-sépticos, medicamentos destinados a contusões etc. Com certeza, seu
médico poderá fazer uma pequena lista para poder utilizá-los
rotineiramente.
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O que fazer quando um médico não homeopata
afirma categoricamente que determinado caso ou doença não deve ou não
pode ser tratado pela homeopatia?
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Apesar de respeitarmos profundamente qualquer colega médico, homeopata
ou não, achamos que somente quem é especialista em determinada área tem
total capacidade de expressar opinião categorizada tecnicamente sobre
assuntos relativos à mesma. Para opinarmos sobre a abrangência e
eficácia de uma determinada técnica terapêutica, são necessários muitos
anos de prática e experiência clínica utilizando-a. Para o bem estar do
paciente, que deve ser o principal objetivo do médico, o contato pessoal
entre colegas, para esclarecimentos de dúvidas e intercâmbio de
conhecimentos, deveria ser regra e não exceção. Um médico homeopata bem
preparado tecnicamente não submeterá seus pacientes a riscos
desnecessários, nem prescindirá da opinião de outros colegas médicos
ortodoxos, se a situação assim o exigir.
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O tratamento homeopático pode ser
realizado paralelamente à Psicoterapia?
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Sim e, em certos casos, é absolutamente recomendável.
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O uso de xampus e desodorantes traz algum
problema para o tratamento homeopático?
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O uso de xampus comuns, que sirvam somente
para limpeza, não interferem, contudo, se forem específicos para algum
tipo de tratamento, o médico deve ser comunicado. As características da
transpiração são importantes para a individualização do paciente, desta
feita, o uso de qualquer substância que a suprima poderá falsear as
informações. Neste caso, o médico também deve ser alertado.
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Quanto ao uso de anticoncepcionais?
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A opção por ter ou não filhos é uma
escolha da pessoa. Recomendamos o uso dos métodos mais naturais
possíveis. Quando a opção pelo uso de hormônios é tomada, alertamos que
a eficácia do tratamento homeopático poderá não ser total, visto a
existência do que chamamos obstáculo à cura, contudo, esta situação é
minimizada frente a uma possível gravidez indesejada.
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E o uso de hormônios na menopausa?
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A terapia hormonal para suprir a
deficiência fisiológica quando do advento da menopausa é recente. Os
riscos de câncer ginecológico são pouco estudados. A priori, por se
tratar de suplementação de uma substância que não mais é produzida pelo
organismo, não existiriam empecilhos para o uso concomitante com a
homeopatia, entretanto, somente o tempo irá dizer das vantagens, dos
riscos e da inocuidade do uso da terapêutica hormonal, independente de
seu uso associado ou não.
Ler mais sobre reposição hormonal.
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Existe alguma restrição alimentar para
quem se trata com homeopatia?
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Especificamente
não. A orientação que sempre fazemos é evitar o máximo possível produtos
que contenham substâncias artificiais. O uso moderado de bebidas
alcoólicas é permitido. Em algumas doenças pedimos para evitar este ou
aquele produto.
Leia sobre a dieta do Mediterrâneo
Leia sobre Câncer de mama e
dieta
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E no caso dos fitohormônios – a soja e
seus derivados?
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Estudos recentes têm demonstrado que
algumas pessoas (não todas) reagem bem à ingestão de produtos vegetais
que apresentam atividade parecida aos hormônios femininos. Descontando
toda propaganda para aumentar as vendas, acreditamos que, em alguns
casos, podem colaborar com a diminuição da sintomatologia da menopausa.
O uso deve ser comunicado ao médico.
Leia mais sobre fitohormônios
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Pode-se tomar vitaminas e ferro juntamente
com homeopatia?
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O
uso terapêutico das vitaminas e do ferro é bem determinado. Existindo
necessidade, o médico homeopata não se furtará em prescrever.
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E no caso de verminoses?
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Quando
o paciente é portador de verminose é comum a expulsão dos vermes durante
o tratamento, contudo, até não obtermos o equilíbrio desejado e
dependendo dos graus de infestação e reinfestação, a utilização de
medicamentos alopáticos pode ser necessária.
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E os
medicamentos anticonvulsivantes?
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Dependendo
do diagnóstico da causa das crises convulsivas, os medicamentos poderão
ser substituídos por medicamentos homeopáticos. Senão a substituição
completa, ao menos a diminuição da quantidade ao longo do tratamento,
mas nunca os retirando abruptamente.
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E os medicamentos fitoterápicos chineses?
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Para a prescrição de medicamentos
fitoterápicos chineses, necessariamente precisa-se de conhecimento
profundo da fisiopatologia energética chinesa. Sua atuação terapêutica
não se restringe aos efeitos bioquímicos das ervas, tendo também atuação
energética. Seu uso concomitante com homeopatia só é possível quando o
médico prescritor tem formação adequada nas duas áreas (MTC/acupuntura e
homeopatia). Caso contrário, a atuação conjunta do homeopata e do médico
acupunturista é necessária.
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Pode-se usar corticóides com homeopatia?
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O
uso terapêutico de corticóide dificulta a ação do medicamento
homeopático. A homeopatia visa aumentar os mecanismos de defesa enquanto
que o corticóide faz exatamente o contrário. Quando alguém vem nos
procurar fazendo uso do mesmo, vamos retirando-o gradativamente, de
acordo com as condições do paciente.
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Com que idade deve-se iniciar o tratamento
homeopático?
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Dizemos que quanto mais cedo melhor, pois
terá feito menos uso de substâncias que provocam supressões. Todos,
independente da idade, de alguma forma, beneficiam-se com o tratamento
homeopático.
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O que fazer quando aparecem sintomas novos
após o início do tratamento homeopático?
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O
homeopata trabalha com a linguagem dos sintomas, seu aparecimento
servirá de guia para o prosseguimento do tratamento. Deve-se realizar
uma nova avaliação médica homeopática.
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Por que durante o tratamento homeopático,
quando aparecem sintomas relacionados com a pele e os emuctórios, se diz
que é a “doença saindo”?
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A
homeopatia proporciona, através dos mecanismos naturais de defesa e
exoneração, a volta ao equilíbrio. Assim, as supressões ocorridas serão
sanadas da forma mais natural e menos dolorosa possível, visando a
homeostase. Nem sempre é a forma mais agradável, contudo a menos nociva
ao organismo como um todo.
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A Homeopatia cura todas as doenças?
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Não,
a homeopatia não é a panacéia universal. Como toda técnica terapêutica
tem seu campo de atuação e limites. A habilidade e experiência do médico
homeopata influem nos resultados, na medida em que os sintomas a serem
tomados para a prescrição dependem de um acurado exame, em que a
hierarquização realmente eficaz para cada caso depende muito mais da
capacidade de percepção e julgamento do homeopata (adquiridas na prática
diária) do que da erudição técnica. A colaboração do paciente,
fornecendo os sintomas de forma clara e fidedigna, o uso ou não de
outros produtos concomitantemente, a qualidade do medicamento
homeopático e a condição genética (herdada) do paciente também são
fatores determinantes do sucesso total ou parcial do tratamento
homeopático.
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Pode-se
fazer o tratamento homeopático associado a acupuntura?
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A Medicina Tradicional Chinesa (MTC), na
qual está inclusa a acupuntura, é uma Racionalidade Médica milenar
(cerca de cinco mil anos) que também trata o ser humano como um todo.
Diríamos que a MTC é a medicina energética do Oriente e a Homeopatia é a
medicina energética do Ocidente. A acupuntura, se bem realizada – por um
médico – complementa magnificamente o tratamento homeopático em muitos
casos.
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Como funciona?
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Ambas as terapêuticas atuam
energeticamente, de forma combinada. Enquanto a homeopatia introduz uma
informação no organismo, a acupuntura, com a colocação das agulhas nos
pontos específicos, desbloqueia os canais por onde esta energia
transita, melhorando significativamente a atuação de ambas as
terapêuticas.
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No caso da acupuntura, não poderiam
ocorrer supressões?
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Como
toda técnica terapêutica quando mal aplicada, podem advir complicações.
O fato de ser um médico que a exerce elimina substancialmente a
possibilidade de acidentes e erros diagnósticos. Quando o paciente já se
trata com homeopatia é interessante que a avaliação do seguimento do
tratamento seja feita sempre em conjunto (homeopata e acupunturista);
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Em que casos esta atuação é mais intensa?
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Na
maioria, contudo temos visto melhores resultados especialmente nas dores
(lombalgias, enxaquecas, etc), asma e obesidade. Não significa que só
estes casos podem ser beneficiados com o tratamento conjunto, mas são os
casos que, na nossa experiência, melhor se adaptaram ao tratamento
combinado.
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E a Antroposofia ?
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A
Antroposofia não é só uma terapêutica. É um sistema filosófico criado
por Rudolf Steiner que compreende o ser humano no Universo sob outro
prisma, que não o puramente material. Engloba todas as atividades
humanas desde a Pedagogia, passando pela Psicologia, Administração,
Agronomia e também a Medicina. Baseada na Teosofia, afirma que o ser
humano tem vários corpos – físico, etérico, astral e o Eu
(individualizante). O médico antroposófico utilizando várias técnicas,
inclusive medicamentos, objetiva a harmonia destes corpos sutis visando
à integração do ser humano com o meio ambiente onde vive e Deus.
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Como são feitos os medicamentos antroposóficos?
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Uma
boa parte são diluídos e dinamizados, só que de forma diferenciada dos
medicamentos homeopáticos
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O
uso da homeopatia e antroposofia pode ser comcomitante?
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Assim
como no caso da Medicina Tradicional Chinesa, o uso de duas
Racionalidades Médicas conjuntamente requer preparo adequado do médico.
Caso o mesmo não tenha formação adequada, é necessário o concurso de
vários colegas para o atendimento do paciente.
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Pode-se usar Florais de Bach juntamente
com homeopatia?
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Os
Florais de Bach foram criados pelo médico homeopata inglês Edward Bach.
Através de seus estudos introspectivos, intuiu que o uso de certas
flores poderia ser útil para determinadas desordens emocionais humanas;
sugeria que as pessoas se automedicassem. O fato dos florais não serem
enquadrados como medicamentos possibilitou seu uso indiscriminado,
fomentando o lucro pela sua comercialização. A partir da década de 90,
um número cada vez maior de pessoas começou a fazer uso dos mesmos. Em
1992, no Congresso Brasileiro de Homeopatia, a Associação Médica
Homeopática Brasileira fez um comunicado a população dos possíveis
efeitos deletérios dos florais, visto que foram observados casos de
supressão após a prescrição por médicos homeopatas. Após mais de 10 anos
de observação de pacientes medicados por outros profissionais não
médicos e leigos, temos constatado que: certamente os florais têm
atuação no ser humano, em alguns casos com alívio de medos e angústias.
Em vários casos observados, houve uma migração (metástase) bastante
evidente dos sintomas que deixaram a esfera mental e foram se alojar no
físico (medo e tristeza/ asma; síndrome do pânico/artrite), além de uma
parte razoável dos pacientes desenvolverem quadros depressivos tardios,
apesar da euforia inicial. É muito importante que o médico homeopata
seja comunicado de seu uso em qualquer período da vida do paciente.
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A homeopatia
tem algo em comum com alguma religião?
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De
forma alguma. A homeopatia nada tem a ver com qualquer religião, seita
ou crença.
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Existe algo em comum da homeopatia com a
Astrologia?
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O
paradigma científico que ainda domina parte da Biologia, em especial a
área biomédica, é o paradigma Cartesiano, ou seja, todas as
manifestações da Vida para ter alguma validade científica têm que ser
mensurado, quantificado e avaliado de acordo com os cinco sentidos. A
Astrologia foi a primeira técnica de avaliação psicológica que o Homem
conheceu. Nasceu em tempos imemoriais e está descrita em todas as
civilizações. Neste início de século XXI um novo paradigma está se
firmando em todas as áreas do conhecimento humano - o paradigma
Holístico, no qual o todo não é somente a somatória das partes
estudadas, de forma que os cinco sentidos não são suficientes para
entender a complexidade da Vida. O Mapa Astral (feito de acordo com a
data, hora, local do nascimento) simboliza o potencial possível a ser
desenvolvido pelo indivíduo durante sua vida. O estudo astrológico não
se baseia no paradigma cartesiano, mas nas inter-relações do indivíduo
com o universo conhecido. Eventualmente, alguns médicos – homeopatas ou
não, psicólogos, psicoterapeutas utilizam-se dos conhecimentos
astrológicos para melhor entender seus pacientes.
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Para se tratar pela homeopatia é
necessário acreditar que funciona?
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Não. Basta ter a mente livre de
preconceitos, fazer a consulta médica, tomar os medicamentos e esperar
os resultados.
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Quais
as maiores dificuldades encontradas por um paciente que queira se
homeopatizar?
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Nestes mais de vinte anos estudando
homeopatia e clinicando ininterruptamente em vários locais do Brasil,
tivemos oportunidade de constatar que vários óbices se apresentavam, e
ainda se apresentam, ao paciente que quer se tratar com homeopatia. O
primeiro deles é a falta de informação (este é o motivo principal deste
livreto) tanto do paciente quanto dos familiares e até de colegas
médicos não homeopatas que, involuntariamente, interferem nas escolhas
dos pacientes “orientando-os” a não prosseguirem no tratamento por
acharem-no inadequado para o tipo de doença que são portadores. Outra
constatação significativa é que o paciente homeopatizado é diferenciado.
Diria até que, para se tratar com homeopatia o paciente tem que ser
diferenciado, não economicamente nem culturalmente, mas, acima de tudo e
unicamente, tem que ter a consciência de que a SAÚDE não é um bem
milagrosamente adquirido, obtido através de pílulas mágicas compradas na
farmácia ou na internet. A responsabilização pela própria condução da
vida e da saúde, não delegando a outrem a capacidade de decidir o que é
melhor para o seu próprio bem estar, manter uma relação médico x
paciente participativa e colaborativa são fatores imprescindíveis para o
sucesso do tratamento. Infelizmente, uma parte das pessoas gostaria de
delegar a outrem esta responsabilidade. Parafraseando um apresentador de
TV: Não adianta querer ser homeopatizado – tem que participar!!
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E
no caso das crianças?
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Para
a homeopatização das crianças, o ideal é que ambos os pais concordem
plenamente com a opção terapêutica escolhida. Pais separados devem
concordar com o tratamento a fim de evitar possíveis desavenças com
grande reflexo na saúde global da criança. Devido à necessidade do
conhecimento das reações e da vida da criança, estas necessitam de maior
atenção familiar quando adoecem, suas queixas tem de ser adequadamente
avaliadas e precisam de pais presentes para ser medicadas na medida de
suas necessidades.
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E as dificuldades relativas ao médico?
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A
formação do médico homeopata brasileiro é uma das melhores do mundo. São
três anos de especialização após o término da faculdade de medicina.
Para se denominar homeopata o médico deve prestar uma prova de titulação
realizada pela Associação Médica Homeopática Brasileira. Tecnicamente,
estamos muito bem qualificados para o exercício profissional. Um grande
empecilho é o entendimento – a partir do médico – quanto às dificuldades
dos pacientes em adotar plenamente a homeopatia como terapêutica. Todos
estes anos de clínica têm demonstrado que, apesar de existirem pacientes
ansiosos em utilizar a homeopatia, o grau de insegurança para fazê-lo é
muito grande. Nestes casos, a paciência do médico e do doente é
importante. Muitas vezes a utilização de medicamentos alopáticos
associados, antes de serem imprescindíveis para a melhora, são
importantes para a tranqüilidade do paciente – em especial dos pais no
caso de crianças. A calma do médico, compreendendo as ansiedades e
inseguranças dos pacientes e dos pais, cedendo e dialogando quando
necessário, a longo prazo, possibilita ganho significativo em termos de
homeopatização de pacientes, que, numa primeira tentativa tornar-se-iam
refratários ao tratamento homeopático.
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Existiriam
outras dificuldades?
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Como
já foi dito, vivemos numa sociedade capitalista. A Saúde transformou-se
num negócio muito lucrativo. Os convênios e os seguros saúde prometem
desde UTIs aéreas até internações em hospitais de primeiro mundo – para
quem pode pagar. A automedicação ou ingestão de produtos sem prescrição
médica é constantemente estimulada pela indústria farmacêutica
(independente dos efeitos deletérios). A cada semana novos e diferentes
produtos são expostos pela mídia através da propaganda ou de artigos em
revistas de grande circulação de cunho jornalístico, mas que na
realidade são matérias pagas, que visam influenciar a população consumir
determinadas drogas ou exames sofisticados. Os convênios diminuem
constantemente a remuneração paga à consulta médica com a finalidade de
aumentar progressivamente seus lucros. As Políticas de Saúde priorizam
os procedimentos (exames) ao invés da Atenção ao Paciente (consulta
clínica). A homeopatia não se coaduna com este tipo de exploração do ser
humano. Os medicamentos homeopáticos são passíveis de serem fabricados
artesanalmente, bastando um farmacêutico qualificado e alguns insumos.
Não existe reserva de patente para sua exploração econômica. Para ser
eficaz, o tratamento homeopático necessita da individualização do
paciente através da avaliação médica - mais demorada que a avaliação
ortodoxa, conseqüentemente o médico homeopata, particular ou conveniado,
tem proventos bem menores que os não homeopatas com a mesma experiência
e tempo de profissão. O maior empecilho será a Homeopatia perpetuar-se
num mundo capitalista tão adverso à sua existência, caso não haja
priorização do Poder Público a Saúde; transformando as Políticas de
Saúde Procedimento Centrada* em Paciente Centrada* e maior
conscientização população em relação ao valor real da Saúde para a vida
humana, retirando-a do rol de mera mercadoria a ser adquirida pelo menor
preço.
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Heidwaldo A. Seleghini
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