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Dra. Mileny Cristina Xavier
Médica Especializada em Homeopatia pelo Instituto François Lamasson
Pós-Graduada pela Associação Paulista de Homeopatia
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Então é perigoso tomar remédio homeopático sem orientação médica?
Pode acreditar meu caro paciente, é sim!
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Mesmo com a difusão que a homeopatia vem alcançando junto à população, não é incomum a presença de comentários absolutamente equivocados sobre sua terapêutica.
Frases do tipo "se o remédio homeopático não fizer bem, mal não vai fazer" são mais comuns do que nós médicos homeopatas gostaríamos de ouvir.
A realidade, no entanto, é muito diferente.
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O hábito da automedicação em nosso país é quase que cultural. Parece que seguimos à risca o dito popular "de médico e louco, todos têm um pouco". E desse fantasma não escapa nenhuma linha filosófica, seja alopata, homeopata, alternativa.
Todos convivemos com este ato que beiraria a irresponsabilidade, não fosse a ignorância da população, uma vez que deixamos a desejar quando o assunto é informar, instruir, esclarecer as pessoas sobre os perigos que correm no momento em que, por vontade própria ou por orientação de profissionais menos avisados, entram em uma farmácia e compram um medicamento sem prescrição médica. Leis contra esse procedimento, claro, existem, mas a vista grossa ainda é o mais vigente.
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Voltemos ao nosso assunto inicial. Então é perigoso tomar remédio homeopático sem orientação médica? Pode acreditar meu caro paciente, é sim!
Quando um indivíduo ingere um medicamento preparado homeopaticamente, dois fatores estão envolvidos nesse ato: a
suscetibilidade e a idiossincrasia individual que significam, respectivamente, a capacidade que cada um de nós tem de responder a um estímulo externo de qualquer natureza (seja uma emoção, um fator climático ou um remédio em questão) e a maneira que cada um de nós reagirá ao dado estímulo.
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Aqui cabe uma observação: Para saber a utilidade de um remédio homeopático, este é experimentado por indivíduos sadios até que os mesmos comecem a apresentar sinais e sintomas que antes não ocorriam com eles. Todas essas alterações são anotadas e delas surge a indicação desse ou daquele medicamento.
Sempre que um médico tem à frente "um paciente com sua história", vai procurar entre os remédios homeopáticos conhecidos aquele que tenha as características mais parecidas com as apresentadas por esse paciente. E uma vez feita a prescrição os efeitos desejados começarão a surgir, levando o indivíduo à cura.
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Isso tudo ocorre por causa da suscetibilidade e idiossincrasia que existiam naquele paciente para aquele dado remédio.
Agora, imagine uma pessoa se automedicando pela homeopatia com um remédio errado e, pior, sendo sensível a esse remédio (com susceptibilidade e idiossincrasia pelo medicamento). Ocorrerá o risco de este paciente começar a apresentar características do remédio ingerido, que podem ser desde uma simples tosse a uma alucinação.
E aí, o que fazer sem um profissional treinado para orientar? ...Vamos pensar 10 vezes antes de nos automedicar.
É mais seguro!
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