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Dra. Kátia Ricardi de Abreu
Psicoterapeuta
Consultora Organizacional
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Não é raro ouvir a seguinte pergunta:
Qual é a sua linha? Que linha você segue?
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Nós psicólogos, para atuar profissionalmente, podemos optar por uma ou mais formação em determinada linha de pensamento, conduta técnica, abordagem terapêutica, teoria da personalidade. Porém, o cliente pode correr o risco de valorizar a técnica ou a linha, como se isso fosse resolver o seu problema.
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Muitas vezes, recebo telefonemas de pessoas querendo saber: você faz regressão? Hipnose? Vidas Passadas? Como condição para marcarem a consulta. É como se elas escolhessem o médico de acordo com o remédio que ele vai receitar, antes de fazer a consulta.
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Não é a linha ou a técnica que cura ou que
resolve. A habilidade do profissional em utilizar uma técnica no momento exato dentro do contexto do tratamento é que faz dela uma boa técnica e não a técnica em si. O que leva o cliente a se vincular ao profissional escolhido não deveria ser a linha que ele segue, mas a empatia diante da sua postura e conhecimento. Um bom profissional vai adequar seu trabalho às necessidades do cliente e não o cliente se adequar à linha do profissional.
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Eu não gosto de dizer que sigo uma linha. Gosto de dizer que meu foco principal de atuação é a análise transacional. Porém, trago na minha bagagem experiências de outras abordagens que me fazem ser quem eu sou. Todas as abordagens terapêuticas e suas técnicas são boas dependendo de como são utilizadas pelo profissional. Já ouvi conceitos distorcidos da análise transacional administrada por pessoas que não fizeram a formação em análise transacional para aplicá-la adequadamente.
Já ouvi críticas infundadas sobre esta ou aquela abordagem terapêutica, feitas por pessoas que não possuem dados suficientes e aprofundados para dizer o que dizem.
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Então, penso que a escolha do profissional deveria estar baseada em dados que estão muito além da linha...
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